No episódio #105 do Guia-se Podcast, Zé Rubens conversou com Rogério Gabriel, fundador do grupo MoveEdu, responsável por marcas como Prepara IA, Microlins e Ensina Mais Turma da Mônica.
Com mais de 400 mil alunos, 1.002 unidades e R$ 650 milhões de faturamento anual, o grupo se tornou uma referência em como propósito, recorrência e inovação podem sustentar o crescimento no setor educacional.
Mas além de inspirar empreendedores e franqueados, a história de Rogério revela lições práticas que também se aplicam ao marketing digital, especialmente para negócios que querem escalar com previsibilidade, propósito e dados.
Propósito e recorrência: o alicerce do crescimento digital
Quando Rogério afirma que “educação é um excelente negócio quando há propósito e recorrência”, ele resume a lógica do marketing digital moderno.
O propósito define o porquê da marca, o motivo que conecta emocionalmente o público à empresa. Já a recorrência representa o LTV (Lifetime Value), ou seja, o quanto o cliente permanece comprando e gerando receita ao longo do tempo.
No marketing, isso significa que o crescimento sustentável não vem apenas de atrair novos alunos, mas de nutrir o relacionamento, criar valor contínuo e manter a presença digital viva.
Campanhas que reforçam propósito, como depoimentos reais e histórias de transformação, geram identificação. Já as ações de retenção como newsletters, automações de pós-venda e comunidades exclusivas fortalecem a recorrência.
Prova de operação: a base de credibilidade de uma marca
Um ponto enfatizado por Rogério é que um bom franqueador precisa ter operado o modelo antes de expandir. No digital, a mesma lógica se aplica: marcas que comunicam resultados reais inspiram confiança.
Antes de escalar anúncios, é preciso ter provas sociais, cases, números, histórias e depoimentos.
Uma marca com NPS alto, por exemplo, tem um diferencial poderoso para o funil de marketing: ela pode transformar a satisfação do cliente em autoridade e conversão.
Publicar reviews, vídeos de alunos, antes e depois e bastidores reais do atendimento são formas de transformar dados e cultura em credibilidade digital.
IA e marketing: o mesmo princípio da eficiência aplicada
No episódio, Rogério explicou que a MoveEdu foi pioneira ao incorporar inteligência artificial em todos os cursos da Prepara IA.
O impacto foi imediato: a fábrica de conteúdo quadruplicou a produção e a metodologia se tornou ainda mais personalizada.
No marketing digital, a IA cumpre o mesmo papel: gerar eficiência, escala e inteligência.
Ferramentas de IA ajudam a criar variações de anúncios, títulos e roteiros, a prever o comportamento do público e até a automatizar o atendimento.
Assim como na educação, o segredo não é substituir pessoas, mas usar a tecnologia para potencializar o que o humano tem de melhor: empatia e estratégia.
A importância do posicionamento e da segmentação
Cada marca da MoveEdu possui uma identidade clara: a Prepara IA forma jovens para o primeiro emprego; a Microlins atende o público técnico e universitário; a Ensina Mais foca em educação infantil.
No marketing digital, isso se traduz em posicionamento e segmentação.
O erro de muitas empresas é tentar comunicar tudo para todos.
Assim como cada marca conversa com um público específico, o marketing precisa ser guiado por personas bem definidas.
Campanhas diferentes para pais, jovens e profissionais de reciclagem, por exemplo, permitem personalizar mensagens, anúncios e conteúdos, o que aumenta o engajamento e reduz o custo por lead.
Jornada e esteira de produtos: o segredo da lucratividade
O grupo MoveEdu criou uma jornada completa de aprendizado, do curso livre à faculdade.
Essa continuidade gera LTV altíssimo, porque o aluno permanece na marca por vários anos.
No marketing digital, isso representa uma esteira de produtos: o cliente entra por uma oferta inicial e, com uma boa estratégia de automação, é conduzido naturalmente para as próximas etapas.
Essa lógica pode ser aplicada a qualquer negócio de educação: um lead que baixa um e-book pode ser nutrido até comprar um curso básico, depois um avançado, e finalmente ingressar na graduação.
A chave está em usar automações inteligentes e remarketing estratégico para transformar leads em clientes recorrentes.
NPS e dados: a cultura do resultado aplicado ao digital
Com 400 mil alunos e um NPS que saltou de 59 para 80 (zona de excelência), o grupo mostrou que dados são a base da melhoria contínua.
No marketing digital, isso significa analisar mais do que curtidas ou cliques, é entender o comportamento do público em cada etapa do funil.
Métricas como CAC, LTV, churn e taxa de upgrade são o equivalente educacional ao sucesso no digital.
Quem domina dados consegue prever resultados, corrigir erros rápido e escalar com segurança.
Garra, brilho nos olhos e consistência: o algoritmo humano do sucesso
Rogério destacou que os franqueados de alta performance têm algo em comum: garra e brilho nos olhos.
No marketing, essa energia se traduz em constância, a disciplina de testar, ajustar e continuar comunicando mesmo quando o resultado ainda não chegou.
Os algoritmos recompensam quem é consistente, assim como o mercado recompensa quem entrega valor todos os dias.
Cultura e processos: o motor invisível do crescimento
Toda segunda-feira, às 8h30, Rogério reúne seu time corporativo, faça chuva ou faça sol.
Essa rotina de alinhamento cria um efeito em cascata: até o consultor no Nordeste recebe as diretrizes da semana.
O mesmo vale para o marketing digital: rotina e processo garantem coerência entre campanhas, equipes e mensagens.
Sem uma cultura sólida e repetição disciplinada, nenhum plano de marketing é sustentável.
A cultura é o “algoritmo humano” que mantém a marca viva, mesmo diante das mudanças de mercado ou de tecnologia.
Transformação digital e resiliência: o aprendizado da pandemia
Durante a pandemia, as escolas fecharam mas o grupo não parou.
Enquanto muitos esperavam, Rogério e seu time reformularam a metodologia, digitalizaram processos e criaram duas faculdades do zero.
O resultado foi uma empresa mais forte, moderna e preparada para o novo comportamento do consumidor.
No marketing digital, o mesmo princípio vale: em tempos de crise, quem se move primeiro ganha.
As marcas que continuaram comunicando, testando e inovando durante os momentos difíceis foram as que mais cresceram depois.
Conclusão: do franchising à estratégia digital
A história de Rogério Gabriel é um espelho do que o marketing digital precisa ser em 2026:
- Humano e tecnológico ao mesmo tempo;
- Disciplinado, mas criativo;
- Focado em cultura, dados e propósito.
Assim como ele aplicou inovação e recorrência na educação, as empresas podem aplicar automação, IA e storytelling autêntico para crescer com consistência no digital.
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🔗 Confira o episódio completo no YouTube: https://youtu.be/OtMwk3svUi0


